Diálogo, paz e compreensão


Data da Postagem: 13 de Novembro de 2017

Para este mês de novembro o Papa Francisco escolheu como intenção principal: “Orar pelos cristãos da Ásia, para que testemunhando o evangelho com palavras e obras, favoreçam o diálogo, a paz e a compreensão recíproca, sobretudo com aqueles que pertencem a outras religiões”.

Para que isso aconteça, o Papa aponta alguns desafios a serem enfrentados como por exemplo: orar pelos cristão que são a minoria na Ásia, para que lhe seja sempre reconhecida a liberdade religiosa e paz. Segundo desafio, “procurar conhecer melhor a realidade do Cristianismo na Ásia, a sua diversidade e riqueza, em particular o entusiasmo destas igrejas mais jovens”. Em terceiro: “No próprio lugar, procurar conhecer pessoas de tradições religiosas diferentes, conhecer os seus hábitos, ações e estabelecer boas relações, que  levam a alguma cooperação para o bem da sociedade”.

Diante desta perspectiva do diálogo, do conhecimento recíproco, de respeito da diversidade religiosa, nós em Maringá temos uma experiência consolidada há mais de 15 anos. O Grupo do Diálogo Inter-religioso (GDI), que vem crescendo a cada ano, na integração respeitosa e tolerância religiosa, que podemos afirmar sem medo: somos amigos de verdade. E quem encontrou um amigo encontrou um tesouro. Temos um tesouro, como diz o Papa Francisco, “um testemunho” concreto para iluminar esse caminho de diálogo, e do respeito entre as religiões. Não haverá guerra se houver diálogo e respeito entre as religiões. Esse é um lema que nos ilumina sempre, pois temos um longo caminho a percorrer.

Como gesto concreto, cada ano realizamos a “noite de oração pela paz”, sempre no dia 11 de setembro, dia em que a ONU declarou o “dia mundial da paz”. Dia que para a humanidade vem marcado com o terrível atentado contra as Torres Gêmeas, onde milhares de pessoas foram vítimas, causando mortes, destruição e terror. Essa noite de oração pela paz, quer ser sempre um manifesto de compromisso no diálogo, na compreensão, no respeito, em vista de um paz que não é simplesmente ausência de guerra. Um compromisso de todos, não só dos membros do grupo, mas com todos os participantes, representando a diversidade religiosa em Maringá. Somos e queremos ser um testemunho para o Brasil e o mundo. Aliás, ultimamente, temos visto, no Brasil, sinais preocupantes e muito triste, de intolerância religiosa. Agressões e ataques que ferem o que existe de mais sagrado nas religiões.

Queremos defender e mostrar ao mundo que é possível conviver amigavelmente, sem cair em radicalismos ou fanatismo religioso, que é tão, senão mais perigo do que o fanatismo político e militar. Que o clamor do Papa Francisco se faça sentir entre nós, como um grande desafio e uma perene missão em consolidar o diálogo, o respeito e a compreensão religiosa  para uma paz tranquila e segura entre todas as nações e principalmente entre o povo brasileiro.


Dom Anuar Battisti