Francisco na América do Sul


Data da Postagem: 25 de Fevereiro de 2016

De 05 a 13 de julho a América do Sul recebeu de braços abertos o nosso querido papa Francisco. Em sua passagem por Equador, Bolívia e Paraguai, Francisco deixou marcas muitos positivas em nosso continente.

Hoje, recorto alguns trechos de alguns de seus discursos, como forma de deixar gravado  este importante momento de evangelização para a nossa Igreja continental.

Em sua chegada ao Equador, o papa demonstrou a que veio. Lembrou com muito vigor a proposta evangélica em defesa dos excluídos, pondo sempre em evidência a centralidade do nome de Jesus: “Hoje, também nós podemos encontrar no Evangelho as chaves que nos permitam enfrentar os desafios actuais, avaliando as diferenças, fomentando o diálogo e a participação sem exclusões, para que as realizações alcançadas no progresso e desenvolvimento se consolidem e possam garantir um futuro melhor para todos, prestando especial atenção aos nossos irmãos mais frágeis e às minorias mais vulneráveis, uma dívida que tem ainda toda a América Latina.

Nós, cristãos, vemos Jesus Cristo como se fosse o sol, e a Igreja como a lua; a lua não tem luz própria e, se se esconder do sol, fica às escuras. O sol é Jesus Cristo e, se a Igreja se afastar ou esconder de Jesus Cristo, fica às escuras e não dá testemunho”.

Em Santa Cruz de la Sierra na Bolívia, um encontro pouco valorizado pela mídia foi o que Francisco fez com os padres, seminaristas, religiosos e religiosas. Tocou profundamente nos corações dos presentes: “Isto é o que faz o Espírito Santo conosco e em nós. Disto somos testemunhas.

Um dia Jesus viu-nos à beira da estrada, sentados nas nossas dores, nas nossas misérias, nas nossas indiferenças. Cada um conhece a sua história antiga. Não silenciou os nossos gritos; antes, deteve-Se, aproximou-Se e perguntou que podia fazer por nós. E, graças a tantas testemunhas que nos disseram ‘coragem, levanta-te’, gradualmente fomos tocando aquele amor misericordioso, aquele amor transformador que nos permitiu ver a luz. Não somos testemunhas de uma ideologia, não somos testemunhas de uma receita, uma forma de fazer teologia. Não somos testemunhas disso. Somos testemunhas do amor sanador e misericordioso de Jesus. Somos testemunhas da sua intervenção na vida das nossas comunidades”.

E por fim, aos jovens em Assunção no Paraguai, o papa falou sobre a diferença entre seguir Jesus e seguir o inimigo de Deus: “Na Bíblia, o demônio é chamado o pai da mentira. Ele prometia ou, melhor, fazia-te crer que, se fizesses certas coisas, serias feliz; mas depois dás-te conta de que não és nada feliz; foste atrás de algo que, longe de te dar a felicidade, fez-te sentir mais vazio, mais triste. Amigos, o diabo, é um «vende fumaça». Promete-te, promete-te, mas não te dá nada, nunca cumpre nada do que diz. É um mau pagador.

Faz-te desejar coisas que não depende dele que tu as obtenhas ou não. Faz-te depositar a esperança em algo, que nunca te fará feliz. Este é o seu jogo, esta é a sua estratégia: falar muito, oferecer muito e não fazer nada. É um grande «vende fumaça», porque tudo o que nos propõe é fruto da divisão, de nos compararmos com os outros, de pisar a cabeça aos outros para conseguirmos as nossas coisas. É um ‘vende fumaça’, porque o único caminho para alcançar tudo isto é pôr de lado os teus amigos, não dar apoio a ninguém. Porque tudo se baseia na aparência. Faz-te crer que o teu valor depende de quanto possuis. Do lado contrário, temos Jesus que nos oferece o seu jogo.

Não nos vende fumaça; não nos promete, aparentemente, grandes coisas. Não nos diz que a felicidade está na riqueza, no poder, no orgulho. Antes pelo contrário, mostra-nos que o caminho é outro. Este Treinador diz aos seus jogadores: bem-aventurados, felizes os pobres em espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os que trabalham pela paz, os perseguidos por causa da justiça.

E conclui dizendo: Alegrai-vos com tudo isto. Por que motivo? Porque Jesus não nos mente. Mostra-nos um caminho que é vida, que é verdade. Ele mesmo é a grande prova disso. É o seu estilo, a sua maneira de viver a existência, a amizade, a relação com o seu Pai. E a isto nos convida: a sentirmo-nos filhos, filhos amados”.

Quanta coisa bela o papa nos lembrou ao passar pela América do Sul. Mais do que nunca, é tempo de experimentar o que o nosso Pastor nos diz, pois vivemos em tempos complexos. Que Deus abençoe você e sua família, hoje e sempre!

Dom Anuar Battisti