A educação como caminho de Esperança


Data da Postagem: 15 de Janeiro de 2018

Em tempos de férias,  de preparar o material para o recomeço das aulas neste novo ano letivo, pensei em partilhar com vocês alguns pronunciamentos do Papa Francisco sobre “Educação”. “Nós estamos aqui pois amamos a escola. E digo ‘nós’ porque eu amo a escola, eu amei a escola como aluno, como estudante e como professor. E depois como bispo” (Discurso aos estudantes e professores das Escolas Italianas, 2014).

“A educação é um direito humano. Um povo que não é educado, por causa da guerra ou por todas as razões que impedem a educação, é um povo em decadência, decai, decai e pode até voltar ao nível dos instintos. Por conseguinte, se quiserdes fazer algo, organizai-vos para ajudar os Governos, os Estados, a educar os jovens que não têm acesso direto à educação” (Conexão televisiva com as “Scholas Occurrentes”, 2015).

“Educar cristãmente é levar por diante os jovens, as crianças nos valores humanos em todas as realidades, e uma destas realidades é a transcendência. A maior crise da educação, na perspectiva cristã, é este fechamento à transcendência. Nenhum tipo de fechamento beneficia a educação” (Discurso ao participantes do Congresso Mundial de Educação Católica, 2015).

“Encorajo-vos a renovar vossa paixão pelo homem, não se pode ensinar sem paixão! No seu processo de formação,  ser testemunhas de vida e de esperança. Nunca, nunca fecheis as portas; ao contrário, escancarai-as todas, a fim de que os estudantes tenham esperança!” (Discurso à União Católica Italiana de Professores, Dirigentes, Educadores e Formadores, 2015).

“A escola é um dos ambientes educativos no qual crescemos para aprender a viver, para nos tornarmos homens e mulheres adultos e maduros, capazes de caminhar, de percorrer a vereda da vida. Na escola o elemento principal consiste em ser magnânimo. O que quer dizer ser magnânimo? Significa ter um coração grande, ter grandeza de espírito, quer dizer ter grandes ideais, o desejo de realizar maravilhas para responder àquilo que Deus nos pede e, precisamente por isso, realizar bem as atividades de cada dia, todos os trabalhos cotidianos, os compromissos, os encontros com as pessoas; cumprir as pequenas tarefas de cada dia com um coração grande, aberto a Deus e ao próximo.  A escola não amplia apenas a vossa dimensão intelectual, mas também a humana” (Respostas às perguntas dos representantes das escolas dos Jesuítas na Itália e na Albânia, 2013).

Ensinar é um compromisso muito sério, que somente uma personalidade madura e equilibrada pode assumir. Um compromisso deste tipo pode incutir temor, mas é necessário recordar que um professor nunca está sozinho: compartilha sempre o seu próprio trabalho com os demais colegas e com toda a comunidade educacional à qual pertence” (Discurso à União Católica Italiana de Professores, Dirigentes, Educadores e Formadores, 2015).

Tomo a liberdade de sugerir a necessidade de retiros e exercícios espirituais para os educadores. É preciso promover cursos sobre esta temática, mas também é necessário fazer cursos de Exercícios espirituais e retiros para rezar, pois a coerência é um esforço, mas principalmente uma dádiva e uma graça. E devemos pedi-la!” (Discurso aos participantes da plenária da Congregação para a Educação Católica, 2014).

Rezemos em especial aos nossos governantes para que pensem seriamente nos professores. Os nossos mestres merecem respeito, merecem dignidade, salários em dia, salários justos. Que Deus abençoe os preparativos para as voltas às aulas, e ampliemos nosso olhar para a Educação.


Dom Anuar Battisti