Carinho, fé e compromisso


Data da Postagem: 14 de Maio de 2018

Neste 13 de maio celebramos o Dia mundial das Comunicações, Dia das Mães e dia de Nossa Senhora de Fátima, Mãe de todas as mães. O Papa Francisco na sua mensagem para as comunicações sociais, destaca que as notícias falsas podem “visar objetivos prefixados, influenciar opções políticas e favorecer lucros econômico. As fake news tornam-se frequentemente virais, ou seja, propagam-se com grande rapidez e de forma dificilmente controlável. Por isso mesmo, educar para a verdade significa ensinar a discernir, a avaliar e ponderar os desejos e as inclinações que se movem dentro de nós, para não nos encontrarmos despojados do bem mordendo a isca em cada tentação”.

Neste contexto de busca da verdade em todo os meios de comunicação, o maior meio de comunicar são os nossos sentimentos, nossos desejos, nosso corpo, nosso olhar, nosso abraço. Por isso hoje nossa homenagem, nossa gratidão àquela que por primeiro nos comunicou a vida, afeto, o primeiro beijo, o primeiro banho, o primeiro sorriso, o primeiro e mais saboroso dos alimentos, leite materno.

Somos filhos de dois amores, que unidos formam um lar, cujo fruto primeiro foi eu filho, fui eu filha, que devo para sempre o reconhecimento de que sou fruto do amor, e levo no meu coração a capacidade de continuar amando. Hoje sinto no meu coração uma grande gratidão a Deus que não brincou ao amar-nos por primeiro e fazer que esse amor se multiplicasse em nós. Minha gratidão a minha mãe. Não importa onde esteja, e o que está fazendo, você é a minha mãe. Deus te abençoe minha querida mãe. Não posso ser como você, e nem quero, mas sei que posso ser e fazer melhor, porque sou único. Tenho um pai que, sim um homem, que eu não esqueço, amo da mesma forma, porque se não amar, não posso viver plenamente. Não só hoje, mas cada dia, vivo e quero viver para amar, mesmo quando a cruz parece ser insuportável. Alguém carregou por mim, e eu também posso.

Treze de maio de 1917. Lúcia de Jesus, 10 anos, Francisco Marto, 9 anos, e Jacinta Marto, 7 anos, após a Missa na igreja de Aljustrel, lugarejo de Fátima, foram pastorear o rebanho de ovelhas nas terras do pai de Lúcia, na Cova da Iria. Após um clarão de relâmpago, num céu luminoso e sereno, sobre uma carrasqueira de metro e pouco de altura apareceu-lhes a Mãe de Deus. Segundo as descrições da Irmã Lúcia, era “uma Senhora vestida toda de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente”. Seu semblante era de uma inenarrável beleza, nem triste, nem alegre, mas sério, talvez com uma suave expressão de ligeira censura. Como descrever em pormenores seus traços? De que cor os olhos, os cabelos dessa figura celestial? Lúcia nunca o soube dizer ao certo! O ano passado celebramos o centenário das aparições. Hoje nossa memória recorda e celebra essa presença de Mãe, que se faz presente em cada momento de nossa vida. O único pedido que Nossa Senhora de Fátima fez, foi de que todos nós rezássemos todos os dia a oração do rosário, ou seja, repetir cinquenta vezes as palavra que Ela dirigiu aos anjo Gabriel, acrescentada de umas palavras que Santo Domingos de Gusmão, teve a inspiração de acrescentar. É uma fórmula que tem feito um bem enorme, pois nem Deus resiste a uma pessoa de joelhos. Que a Mãe de Fátima abençoe todas as mães, e faça de todos nós seus filhos fiéis discípulos de Jesus.

 

Dom Anuar Battisti