Família: Alegria para o mundo


Data da Postagem: 12 de Agosto de 2018

Os indicadores sociais, econômicos, vez ou outra divulgam estatísticas, índices de qualidade de vida, bem estar, sobre as cidades, os países. Tenho analisado que pouco se investiga sobre a participação de uma família feliz nessas estatísticas. Já pararam para pensar como uma família estruturada contribui para o bem da sociedade? Há uma contribuição intangível, que não se mensura financeiramente, mas também há o impacto disso em dividendos econômicos. Uma família estruturada, feliz, resulta em benefícios para todo mundo.

Hoje damos início à Semana Nacional da Família 2018, com o tema “O Evangelho da Família, alegria para o mundo”. Neste dominado especial, dia dos Pais, quero rezar pelos milhões de pais que precisam de um carinho e precisam dar carinho. Como um pai equilibrado e feliz faz bem à Família.

Lembro da minha infância, a presença do meu pai, me orientando, às vezes sem dizer uma palavra. Hoje eu rezo por ele, que está no céu. Obrigado meu pai.

Trago aqui um trecho muito bonita da exortação apostólica Amoris Laetitia, do Papa Francisco, que fala sobre a paternidade: “O homem desempenha um papel igualmente decisivo na vida da família, especialmente na proteção e sustento da esposa e dos filhos. (...) Muitos homens estão conscientes da importância do seu papel na família e vivem-no com as qualidades peculiares da índole masculina. A ausência do pai penaliza gravemente a vida familiar, a educação dos filhos e a sua integração na sociedade. Tal ausência pode ser física, afetiva, cognitiva e espiritual. Esta carência priva os filhos dum modelo adequado do comportamento paterno” (n. 55).

Também quero refletir hoje, Dia dos Pais, sobre a importância de sermos amáveis uns com os outros. Filho precisa ser amável com o pai, e o pai precisa ser amável com o filho. Para que as famílias sejam “alegria para o mundo”, precisamos de bons tratos, gentileza.

“Amar é também tornar-se amável, e nisto está o sentido do termo asjemonéi. Significa que o amor não age rudemente, não atua de forma inconveniente, não se mostra duro no trato. Os seus modos, as suas palavras, os seus gestos são agradáveis; não são ásperos, nem rígidos. Detesta fazer sofrer os outros. A cortesia ‘é uma escola de sensibilidade e altruísmo’, que exige que a pessoa ‘cultive a sua mente e os seus sentidos, aprenda a ouvir, a falar e, em certos momentos, a calar’. Ser amável não é um estilo que o cristão possa escolher ou rejeitar: faz parte das exigências irrenunciáveis do amor, por isso ‘todo o ser humano está obrigado a ser afável com aqueles que o rodeiam’. Diariamente ‘entrar na vida do outro, mesmo quando faz parte da nossa existência, exige a delicadeza duma atitude não invasiva, que renova a confiança e o respeito. (...) E quanto mais íntimo e profundo for o amor, tanto mais exigirá o respeito pela liberdade e a capacidade de esperar que o outro abra a porta do seu coração’” (Amoris Laetitia, n.99).

Que Deus abençoe todos os pais e os homens que desejam a paternidade. Roguemos a São José que abençoe todos os homens pais, e que as famílias sejam espaços de celebração, alegria, exemplo para este mundo.


Dom Anuar Battisti