Missão em Guiné-Bissau. Uma Igreja em saída


Data da Postagem: 08 de Abril de 2019

Depois de duas semanas em missão em Guiné-Bissau, África, retorno à Arquidiocese de Maringá com renovado ardor missionário e uma forte certeza de que estamos no caminho certo em nossos planos de evangelização. Somos cristãos discípulos e missionários, como nos conclama o Documento de Aparecida. Uma Igreja em saída, como nos pede o Santo Papa.

Em Quebo, visitamos um hospital público que não tem muro, extremamente pobre, sem mas mínimas condições de saúde. Lá entregamos uma oferta material e agora será construído um muro, para proteger o hospital de animais, que invadem o espaço dos pacientes, causando ainda mais doenças.

Também inauguramos salas de aula que foram construídas com o dinheiro doado pelo saudoso padre Geraldo Schneider. Padre Geraldo nos deu um grande exemplo de desapego, solidariedade, verdadeiro amor aos pobres. Nos ensinou muito com seu gesto. Foi emocionante ver aquele povo se alegrar com aquela nova estrutura financiada por um irmão nosso.

Tivemos muitas experiências marcantes nesta missão. Vivemos um pouco o dia a dia que as missionárias maringaenses Adriana e Maria Madalena vivem. Também estivemos com missionários da Missão Católica São Paulo VI, mantida pelo regional Sul 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Quebo.

Agradeço ao padre César Braga, da Arquidiocese de Londrina, que nos acompanhou em todos os momentos, e também ao irmão bispo de Bafatá, Dom Pedro Zilli, que nos acolheu e nos mostrou a vida naquela linda e sofrida comunidade.

É um compromisso nosso de continuar apoiando aquele povo. Precisamos muito ajudar. A nossa ida fortalece este espírito missionário que agora fica ainda mais forte. A missão tende a crescer, se fortalecer, pois é Deus que nos sustenta e suscita vocações para ir e levar a Boa Nova.

A Dimensão Missionária é uma das prioridades do nosso 24° Plano da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá. Nos documentos da Igreja do Brasil também temos este apelo. “É necessário, portanto, suscitar, em cada batizado e em cada forma de organização eclesial, uma forte consciência missionária que interpele o discípulo missionário a ‘primeirear’, isto é, a tomar a iniciativa, a ‘sair ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro com Jesus Cristo’” (DGAE, 35–38).

A comunidade, vivendo a alegria do Reino, compartilhando a vida e a oração, o cuidado e o amor uns com os outros, constitui-se em centro de irradiação do Evangelho, “casa” acolhedora e lugar de crescimento na fé. Portanto, o empenho na descentralização da paróquia e a consequente valorização das CEBs e demais pequenas comunidades deveria ser a grande missão da Igreja que busca desenvolver a cultura da proximidade e do encontro. Afinal, “o que derruba as estruturas caducas, o que leva a mudar os corações dos cristãos é, justamente, a missionariedade” (DOC. 100, n. 191).

Vamos ao encontro do irmão. Deus abençoe a vossa semana.


Dom Anuar Battisti