Chamados a servir


Data da Postagem: 25 de Fevereiro de 2016

Agosto, mês vocacional, a Igreja reza pelas vocações sacerdotais, pela família, para os vocacionados à vida consagrada e religiosa e pelos leigos e leigas. Hoje, com do dia dos pais, iniciamos a Semana Nacional da Família. Este ano o tema é “A espiritualidade cristã na família: um casamento que dá certo”. Em Maringá, graças a uma iniciativa da Câmara de vereadores, também vamos celebrar pela primeira vez a Semana Municipal da Família.

Tanto na vocação matrimonial, sacerdotal, religiosa ou do laicato, o grande trabalho pelas vocações, está em dobrar os joelhos e rezar, pedir incessantemente ao Dono da Messe. Não podemos nos assustar com o tamanho da missão, e nem com os desafios que dela provém, e sim confiar no Dono, Deus, que em Jesus se fez Pastor do rebanho, e nós somos servos. E que depois de ter feito tudo devemos dizer: “Somos servos inúteis, fizemos o que deveríamos fazer”(Lc 17,10).

É nesta perspectiva que se moldura a vocação presbiteral, que só tem sentido no serviço gratuito, generoso e totalitário. Fora desta dimensão o presbítero se transforma em funcionário do sagrado, servindo a uma instituição, cumprindo tabela. Vários pronunciamentos o Papa Francisco faz referência a esse grave perigo que corremos todos nós, presbíteros e bispos.

Em maio deste ano na sua mensagem para o dia mundial de oração pelas vocações o Papa Francisco dizia: “Embora na pluralidade das estradas, toda a vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho. Quer na vida conjugal, quer nas formas de consagração religiosa, quer ainda na vida sacerdotal, é necessário superar os modos de pensar e de agir que não estão conformes com a vontade de Deus.

É «um êxodo que nos leva por um caminho de adoração ao Senhor e de serviço a Ele nos irmãos e nas irmãs». Por isso, todos somos chamados a adorar Cristo no íntimo dos nossos corações (cf. 1 Pd 3, 15), para nos deixarmos alcançar pelo impulso da graça contido na semente da Palavra, que deve crescer em nós e transformar-se em serviço concreto ao próximo”.

Vocação é um chamado para uma vida de doação, se não for assim, perde o sentido, seja na vida religiosa ou conjugal. No amor-doação, na gratuidade em dar sem esperar nada em toca, tudo frutifica, e dá sentido à vida.

O nosso querido Francisco afirma: “A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno. Porventura não disse Jesus que «por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros»” (Jo 13, 35)?

No caminho do amor doação, encontramos todas as vocações, dos solteiros e dos casados, cuja missão é amar.«Não tenhais nenhuma dívida com ninguém, a não ser aquela de um amor recíproco» (Rm 13,8). Vamos orar todo os dias: “Enviai Senhor operários para a vossa messe”!A todos os presbíteros, religiosas, religiosos, leigos e leigas, líderes de nossas comunidades, meu muito obrigado pela presença e ministério em nossa amada Igreja que está na Arquidiocese de Maringá.

E hoje dirijo-me especialmente aos pais: No coração do pai está o amor pela mãe e pelos filhos. No coração dos pais está o amor que une dois corações em um único amor, capaz de gerar a vida e cuidá-la desde a concepção, até a morte natural. Pai você é capaz de fazer de dois corações um só, formar uma só carne, e ser fiel até o fim.

Na fidelidade está a tua felicidade e da família. Não perca tempo em buscar outros caminhos. Por amor você é capaz de salvar a família, porque foi por amor que fomos salvos. Deus te abençoe e abençoe a tua família hoje e sempre.

Amém!

 

Dom Anuar Battisti