Uma mulher que viveu a misericórdia


Data da Postagem: 19 de Stembro de 2016

Dentro das comemorações do Ano Santo da Misericórdia o papa Francisco canoniza e proclama Santa, Madre Teresa de Calcutá.

A vocação de todo cristão batizado é a santidade. Está pode ser alcançada através de uma vida virtuosa, vivida e testemunhada a luz de Cristo que foi capaz de realizar em sua própria carne a plenitude da vontade e do amor de Deus pela humanidade.

Teresa de Calcutá, fez de sua vida uma grande obra de caridade. É por isso em nosso tempo um exemplo eloquente de misericórdia e santidade que podemos imitar.

Chamada Agnes Gonxha Bojaxhiu nasceu no início do século passado, 27 de agosto de 1910 em Skopje, na Albânia, antiga Iugoslávia. Aos dezoito anos, sentiu o chamado de consagrar-se totalmente a Deus na vida religiosa. Após o consentimento de seus pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, no dia 29 de setembro de 1928, ingressou na Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda. Devota de Santa Teresa de Lisieux, Agnes desejava se parecer com a humilde carmelita, no dia 24 de maio de 1931 fez a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Após a sua profissão religiosa, seguiu para Índia e lá trabalhava como professora. Em pouco tempo foi transferida para Calcutá onde continuou os trabalhos como professora. Nos momentos livres em que saia pelas ruas de Calcutá lhe impressionava a situação de pobreza, miséria e inúmeras doenças que acometiam crianças, mulheres e idosos.

Foi no caminho para o noviciado no Himalaia que teve a grande inspiração. Era o dia 10 de setembro de 1946, Madre Teresa se deparou com um pobre de rua que lhe disse: “Tenho sede!”. Desconcertada com este apelo é que intuiu sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres e aos moribundos de Calcutá. Com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e após um tempo de discernimento de sua madre superiora, ela partiu para as ruas de Calcutá para dar início ao trabalho missionário.. Em 1979 ela recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebeu em audiência privada e a tornou “embaixadora” em todas as nações, fóruns e assembleias de todo o mundo.

Dedicou toda sua vida a serviço da caridade aos pobres e moribundos. A estes desejava dar-lhes apenas dignidade e amor. Dentre as suas inúmeras expressões o silêncio marcou profundamente a sua ação “O fruto do silêncio é a oração". Teresa falava as suas noviças de cinco tipos de silêncio: O silêncio dos olhos; O silêncio dos ouvidos; O silêncio da boca; O silêncio da mente; O silêncio do coração. Madre Teresa fez sua páscoa no dia 5 de setembro de 1997. Sua despedida atraiu e comoveu milhares de pessoas de todo o mundo durante vários dias. Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Mundial das Missões. Após ter sido reconhecido o segundo milagre, a “cura extraordinária” de um brasileiro o Papa Francisco no dia 04 de setembro a proclamou Santa da Misericórdia. 

Madre Teresa de Calcutá é sem sombra de dúvidas, disse o Santo Padre, um exemplo de “dispensadora generosa da misericórdia divina ela se fez disponível a todos, desde os nascituros, aos abandonados e descartados. A misericórdia foi para ela o “sal” que dava sabor a todas as suas obras, e a luz que iluminava a escuridão de todos aqueles que nem sequer tinham mais lágrimas para chorar pela sua pobreza e sofrimento”. Que esta incansável agente de misericórdia nos ajude a entender mais e mais que o nosso único critério de ação é o amor gratuito. Que ela seja o nosso modelo santidade! 

 

Dom Anuar Battisti