Encerramento do Ano Santo da Misericórdia


Data da Postagem: 14 de Novembro de 2016

O Jubileu da Misericórdia teve início no dia 8 de dezembro de 2015, no Vaticano, e encerrará no dia 20 de novembro de 2016 em Maringá. Neste tempo os fieis puderam receber as graças deste Jubileu nas suas cidades, pois pela primeira vez a Igreja instituiu a Porta da Misericórdia em todas as dioceses do mundo. 

Desta forma, o fiel não precisou ir, necessariamente, até Roma para entrar pela Porta Santa e alcançar as indulgências plenárias.

Aqui na Arquidiocese de Maringá foi aberta a Porta Santa da Misericórdia no dia 13 de dezembro de 2015. Durante todo este ano, as paróquias, movimentos e pastorais, organizaram suas peregrinações para fazer a experiência da Misericórdia de Deus e receber as indulgências próprias do Ano santo.

No dia 20, próximo domingo às 15h faremos o encerramento do Ano Santo, com a celebração da eucaristia e o gesto simbólico do fechamento da “Porta”. Ainda temos uma semana para ultrapassar o limiar da misericórdia de Deus, que, como dizia o papa: “não tem pecado que Deus não perdoa, Deus nunca se cansa de perdoar”.  O Ano Santo extraordinário termina, porém o amor misericordioso de Deus é infinito.

Naquele dia, ao fechar a Porta Santa, animar-nos-ão, antes de tudo, sentimentos de gratidão à Santíssima Trindade por nos ter concedido este tempo extraordinário de graça. Confiaremos a vida da Igreja, a humanidade inteira e o universo imenso à Realeza de Cristo, para que derrame a sua misericórdia, como o orvalho da manhã, para a construção de uma história fecunda com o compromisso de todos no futuro próximo. 

Quanto desejo que os anos futuros sejam permeados de misericórdia para ir ao encontro de todas as pessoas levando-lhes a bondade e a ternura de Deus!” (Misericordiae Vultus – Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, n. 5).

O Papa Francisco, conclui a carta do Ano Santo: dizendo: “ A Igreja é chamada, em primeiro lugar, a ser verdadeira testemunha da misericórdia, professando-a e vivendo-a  como o centro da Revelação de Jesus Cristo. Do coração da trindade, do íntimo mais profundo do mistério de Deus, brota e flui incessantemente a grande torrente da misericórdia. Esta fonte nunca poderá esgotar-se, por maior que seja o número daqueles que dela se aproximarem. Sempre que alguém tiver necessidade poderá acender a ela, por que a misericórdia de Deus não tem fim. Que a Igreja nunca se canse de oferecer misericórdia e seja sempre paciente a confortar e perdoar. Que a Igreja se faça voz de cada homem e mulher e repita com confiança e se cessar: “Lembra-te, Senhor, da tua misericórdia e do teu amor, pois eles existem desde sempre” (Sl 25, 24).

Convido a todos para a celebração de encerramento do Ano Santo Extraordinário no próximo domingo às 15h, na Catedral, como o gesto simbólico do fechamento da Porta Santa. Quem sabe para muitos de nós será o último Ano Santo. Que Deus nos dê a graça de recomeçar sempre, acreditando no amor misericordioso de nosso Deus.

 

Dom Anuar Battisti