Arquidiocese realizará Fórum com os candidatos à prefeitura de Maringá


Data da Postagem: 21 de Stembro de 2016

Com o objetivo de contribuir com o debate das questões sociais, a Arquidiocese de Maringá, por meio do Conselho Arquidiocesano de Leigos e Leigas, irá promover o Fórum com os candidatos à prefeitura de Maringá na próxima terça-feira (27) às 19h30 no auditório Dona Guilhermina.

Antecipadamente, a Igreja repassou aos candidatos, três pautas (abaixo) para que os candidatos se manifestem sobre. Os assuntos escolhidos pelo Conselho de Leigos e Leigas da Arquidiocese de Maringá foram: Cargos de confiança nos serviços públicos, Trânsito e Lixo.




A seguir, todas as regras do evento:

Início pontualmente às 19h30

Não será permitida a participação do candidato à vice em caso de ausência do candidato a prefeito.

O evento será gravado pela WebTV da Arquidiocese de Maringá e disponibilizado no site da Arquidiocese, em seu canal do YouTube, em no máximo 24 horas após a realização do mesmo. http://arquidiocesedemaringa.org.br/

A capacidade do auditório Dona Guilhermina é de 400 pessoas. Não haverá ingressos para o acesso do público. Quem chegar primeiro, entra. Não será permita a entrada de pessoas com objetos que identifiquem os candidatos ou suas coligações, assim como de pessoas com objetos sonoros.

A Arquidiocese de Maringá apresenta antecipadamente, aos candidatos, por meio de suas assessorias – e dá publicidade antecipada –  uma lista com trêsreivindicações elaboradas por lideranças e o clero, com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento sustentável, com base nos valores cristãos. As reivindicações são fundamentadas na Doutrina Social da Igreja Católica. http://migre.me/v1VyV

A lista com as três reivindicações será lida no início do evento. Na sequência, será feito o sorteio para que o primeiro candidato sorteado use a palavra para suas considerações sobre a pauta da Arquidiocese.

A cada fala, será sorteado o próximo a falar. Cada candidato terá sete minutos para suas considerações. Não haverá tempo extra, em hipótese alguma.

Não será permitido que os candidatos citem outros candidatos, pois não será debate. Portanto, não haverá direito de resposta. Caso um dos candidatos faça referência a outro candidato, o mediador irá intervir.

A fala de cada candidato deve ser feita exclusivamente sob as três pautas da Arquidiocese. Caso isso não ocorra, o mediador tomará a palavra e pedirá que o candidato se atente às propostas da Arquidiocese.

Após a primeira parte do evento, será realizada a rodada de considerações finais, sendo que cada candidato terá dois minutos para tal. Será feito o sorteio para que o primeiro candidato sorteado use a palavra para suas considerações finais. A cada fala, será sorteado o próximo a falar.

Não haverá formação de mesa no palco para os candidatos. O candidato sorteado a falar sairá do local reservado junto à plateia e irá se dirigir ao púlpito.

Será permitida a filmagem e fotografia por parte das assessorias dos candidatos. No entanto, salienta-se que cada coligação faça uso das imagens com o devido bom senso.

Orienta-se que não se use as imagens do evento com o intuito de dar falsa conotação de apoio da Igreja para com qualquer que seja a candidatura.





Seguem as três pautas da Arquidiocese de Maringá:



Cargos de confiança nos serviços públicos

No serviço público, a contratação de mão de obra de servidores não concursados deve ser feita com extrema cautela e parcimônia. Esta modalidade é legítima, mas quando é feita de forma excessiva, pode desestimular o servidor público concursado, que muitas vezes se vê preterido na carreira.

De forma desordenada, a contratação de “cargos de confiança” (CCs) também pode impactar negativamente na execução dos serviços, pois, muitas vezes, o servidor lotado como cargo de confiança não possui qualificação específica para o desempenho da função, e quando a possui, devida a forma de contratação sem seleção, não é possível avaliar a qualificação do servidor.

Há casos explícitos em que os servidores em cargo confiança acabam exercendo “partidariamente” uma função pública, contrariando, assim, princípios básicos que regulam os serviços públicos, inclusive os Princípios da Eficiência, do Interesse Público, da Moralidade, entre outros. O problema não é a modalidade, mas sim o seu uso indevido e abusivo.

Questiona-se: Qual será a postura do candidato acerca do preenchimento de cargos na administração?  Caso eleito, irá diminuir, manter ou aumentar a quantidade atual de cargos de confiança?




Desenvolvimento Urbano – Trânsito

A Igreja é perita em humanidade. A vida humana é o nosso grande foco, como Igreja. Em Maringá, o trânsito tem tirado a vida de muita gente. As estatísticas são alarmantes. Uma das formas de aperfeiçoar as políticas públicas com relação ao trânsito é por meio do Conselho das Cidades.

Porém, na última Conferência Regional das Cidades realizada em Maringá neste ano de 2016, uma das situações amplamente discutidas foi a de que Maringá não dispõe do Conselho das Cidades.

A finalidade do Conselho das Cidades é formular e propor diretrizes para o desenvolvimento urbano e metropolitano, de forma integrada ao desenvolvimento regional, com participação social e integração das políticas fundiária, de habitação, saneamento ambiental, trânsito, transporte e mobilidade urbana.

Questiona-se: Caso eleito qual será a postura do candidato acerca da política de desenvolvimento urbano de forma a garantir a efetiva participação da sociedade em geral na elaboração dos programas de desenvolvimento local e regional, priorizando o interesse público?

 


Meio ambiente – Lixo

Em sua encíclica LAUDATO SI, o Papa Francisco afirma que, muitas vezes, os impedimentos para o desenvolvimento sustentável são resultados de ações políticas ineficientes. Na Laudato Si, que ficou conhecida como a Encíclica Verde, Francisco diz que “as atitudes que dificultam os caminhos de solução, mesmo entre os crentes, vão da negação do problema à indiferença, à resignação acomodada ou à confiança cega nas soluções técnicas. Precisamos de nova solidariedade universal”.

Em Maringá, ainda hoje a população padece com a falta de soluções para o grave  problema dos resíduos sólidos. O inadequado tratamento do lixo é questão que impacta negativamente o meio ambiente, tornando-se, inclusive, um problema de saúde pública.

Atualmente encontra-se em tramitação na Câmara, lei de iniciativa daquela casa, a partir de requerimento feito pela Arquidiocese de Maringá, que determina ao Município a elaboração do Plano de Gerencialmente de Resíduos Sólidos Urbanos.

Questiona-se: Caso eleito qual será a postura do candidato acerca da imediata elaboração, com a participação efetiva da sociedade civil organizada, do Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos como forma de delimitar-se um cronograma para a resolução do problema do lixo, que abarque os seguintes pontos: redução na produção do lixo (educação ambiental), coleta seletiva, compostagem, reciclagem (sistema de cooperativas de catadores) e a reutilização?


Maringá, setembro de 2016


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