Evitar intrigas para caminhar na Unidade


Data da Postagem: 21 de Maio de 2018

Nessa semana em que celebremos a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, vários momentos foram vividos nas igrejas católicas e luteranas de Maringá. Essa iniciativa organizada pelo Conselho Nacional das Igrejas Cristãs tem como objetivo despertar para a necessidade do diálogo e respeito entre as denominações cristãs, onde deve reinar o princípio fundamental que é buscar o que nos une e não o que nos divide.

Infelizmente ainda existe muita competição e acirramento nas diferenças, provocando intrigas inúteis, sem nenhuma contribuição para uma maior unidade e a convivência respeitosa. Neste sentido essa semana em sua reflexão matutina na celebração da Santa Missa, o Papa Francisco condenou a intriga como método utilizado ainda hoje para dividir, seja na Igreja, seja na vida política.

Neste domingo celebramos a vinda do Espírito Santo sobre Maria e os apóstolos, cinquenta dias após a ressurreição. O Espírito da verdade e da unidade.

“Existem dois tipos de unidade, comentou o Pontífice. A primeira é a verdadeira unidade de que fala Jesus no Evangelho, a unidade que Ele tem com o Pai e que quer trazer também a nós. Trata-se de uma ‘unidade de salvação’, ‘que faz a Igreja’, uma unidade que vai rumo à eternidade.

Quando nós na vida, na Igreja ou na sociedade civil trabalhamos pela unidade, estamos no caminho que Jesus traçou. O grande desejo de Jesus é a realização do seu testamento, ‘Que todos sejam um para que o mundo creia’ (Jo.17,21). Existe também a falsa unidade, a qual busca criar divisão e grupismo em vista de um bem particular ou de uma facção da sociedade. Isso leva par a atitudes radicais, distanciamento e confusão, instrumentalizando o povo como massa de manobra. Esta instrumentalização do povo é também um desprezo pelo povo, porque o transforma em massa.

É um elemento que se repete com frequência, desde os primeiros tempos até hoje. Pensemos nisso. O Domingo de Ramos é: todos ali aclamam ‘Bendito o que vem em nome do Senhor’. Na sexta-feira sucessiva, as mesmas pessoas gritam: ‘Crucifiquem-no’. O que aconteceu? Fizeram uma lavagem cerebral e mudaram as coisas. E transformaram o povo em massa, que destrói. Numa medida mais restrita, acontece o mesmo também nas nossas comunidades paroquiais, por exemplo, quando dois ou três começam a criticar o outro. Falar mal da religião do outro.  

E fazem uma falsa unidade para condená-lo; sentem-se seguros e o condenam. O condenam mentalmente, como atitude; depois se separam e falam mal um contra o outro, porque estão divididos. Por isso a fofoca é uma atitude assassina, porque mata, exclui as pessoas, destrói a reputação das pessoas. Caminhar na estrada da verdadeira unidade. Pensemos na grande vocação à qual fomos chamados: a unidade com Jesus, o Pai. E este caminho devemos seguir, homens e mulheres que se unem e buscam sempre prosseguir no caminho da unidade. E não as falsas unidades, que não têm substância, e servem somente para dar um passo a mais e condenar as pessoas, e levar avante interesses que não são os nossos: interesses do príncipe deste mundo, que é a destruição”.

Que o Senhor nos dê a graça de caminhar sempre na estrada da verdadeira unidade, de maneira especial entre nós cristãos.


Dom Anuar Battisti