Sal da terra e luz do mundo


Data da Postagem: 26 de Agosto de 2018

Tempos de confusão, de pavor, de rancor...tempos sombrios para a humanidade. Insegurança política, jurídica, econômica e social. Há esperança? Claro que há. E a esperança está centralizada em Cristo e Ele é quem determina quem será o agente capaz de mudar todas essas realidades terrenas. Nós. Eu e você, Povo de Deus.

Hoje, fim de semana em que celebramos a vocação do leigo na Igreja, recordo que a esperança deve ser vivificada a partir do testemunho de todos os cristãos. Já foi o tempo em que resumíamos, ou tentávamos resumir, o cristianismo ao clero. Cristianismo é comunidade, é povo, são os leigos, são os religiosos e religiosas, e também os ministros ordenados, também o clero. Como diz o Papa Francisco, “não há categoria de cristãos”.

Por isso, neste Ano do Laicato somos chamados a lembrar a vocação dos leigos como “sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13-14).

Recentemente o Papa Francisco chamou a atenção do Povo de Deus, declarando que  “é impossível imaginar uma conversão do agir eclesial sem a participação ativa de todos os membros do Povo de Deus. Além disso, toda vez que tentamos suplantar, silenciar, ignorar, reduzir em pequenas elites o povo de Deus, construímos comunidades, planos, ênfases teológicas, espiritualidades e estruturas sem raízes, sem memória, sem rostos, sem corpos, enfim, sem vidas”.

A santidade é para todos nós. Os desafios do cristianismo devem ser encarnados por todos, e os leigos estão nessa ampla maioria deste ser Igreja, de ser Povo. Os leigos estão nas escolas, na política, nos hospitais, nas empresas, no comércio...

Tenho colocado o Brasil em oração. Tenho rezado pelo nosso país e a nossa certeza, pela fé, é que temos uma solução. Não é possível que não há um Brasil viável, justo, de paz, de possibilidades para todos. Vamos retomar a esperança e usar da nossa autoridade individual e coletiva, de Povo de Deus, para levantar uma nova nação, uma nova pátria. Primeiro com oração e joelhos no chão, e depois com ação. O cristão deve ter uma ação segundo o Espírito, não segundo a carne. Temos que ter coerência e a nossa marca é vista e sentida por quem está perto de nós, nas nossas atitudes e decisões diárias.

A você leigo e leiga, aos catequistas, desejo que assuma o seu protagonismo cristão, verdadeiramente, e verás a transformação acontecer.

Deus te abençoe. Obrigado aos leigos e leigas da Arquidiocese de Maringá, povo amado e querido, que está no meu coração de pastor.


Dom Anuar Battisti