A paz é mulher


Data da Postagem: 10 de Março de 2019

Na semana que passou celebramos o Dia Internacional da Mulher, 08 de março. O Papa Francisco disse uma frase marcante, por esta ocasião: “A paz é mulher”. Hoje, quero comentar sobre esta “paz” referida às mulheres. Como Igreja, queremos fazer um apelo pela paz nas famílias, para que acabe todo tipo de violência contra as mulheres adultas, crianças, adolescentes, jovens.

Não podemos mais silenciar e permitir que as mulheres continuem sendo violentadas, maltratadas, abusadas. Isso também pode ocorrer nos ambientes da Igreja, quando as mulheres são desrespeitadas e colocadas em lugares e espaços de isolamento e submissão.

O Papa vai dizer que “a mulher torna o mundo mais bonito, o protege e o mantém vivo; a sua graça torna as coisas novas; seu abraço abrange a coragem de se doar”. Quanto coisa bonita aprendemos com as mulheres. Para que tanta violência? Que raiva é essa que parece aumentar a cada dia. Nunca vimos tantos casos de violência contra as mulheres no Brasil.

Este sentimento de tratá-las como objetos descartáveis talvez seja resultado desta cultura midiática que se instalou no Brasil, reforçada pelas músicas, pela arte, pela propaganda visual, expondo a mulher como algo a ser consumido e usado, e logo descartado.

“Se quisermos um futuro melhor, se sonharmos com um futuro de paz, precisamos dar espaço às mulheres”, diz o Santo Padre, Francisco.

Além de cessarmos a violência contra as mulheres é preciso promovê-las, dar espaço, elogiar, agradecer, tratar bem, com gestos práticos. Neste sentido, também as mulheres podem contribuir com esta nova cultura, nunca perdendo a docilidade natural da alma feminina.

Sobre o combate à violência, Chiara Lubich vai dizer que “diante da violência é necessário que todos nós façamos alguma coisa. Em primeiro lugar tirá-la do nosso coração para não responder ao ódio com o ódio; depois, fazer a nossa parte para infundir sentimentos semelhantes em todos os próximos que encontramos”.

Como Maria, Mulher e Mãe de Jesus, a característica da docilidade na fortaleza é capaz de transformar este mundo de ódio em um mundo de paz.

Rogo a Deus para que as mulheres que desejam engravidar recebam esta graça. Rogo a Deus pelas mães desesperadas, aflitas, angustiadas, que clamam um milagre para os seus filhos.

É tempo de clamar, de colocar o joelho no chão e pedir que o Espírito Santo renove a vida desta humanidade, hora tão violenta. Chega de violência. Com violência só perdemos, não ganhamos nada. Todo mundo perde. Afinal, quem sai vitorioso num ato de violência? Quem?

Peçamos que Nossa Senhora nos ilumine e nos dê sabedoria e paciência para vivermos neste tempo presente. A paz é mulher. Boa semana!


Dom Anuar Battisti