Reflexão: Liturgia do V Domingo do Tempo Comum, Ano A – 08/02/2026

06 de Fevereiro de 2026

"Reflexão: Liturgia do V Domingo do Tempo Comum, Ano A – 08/02/2026"

“VÓS SOIS O SAL DA TERRA. VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO.” (Mt 5,13-16)

Depois de falar das bem-aventuranças, Jesus diz aos Seus discípulos, aos cristãos: “Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo”. Como um cristão pode ser sal da terra e luz do mundo? 

Santo Tomás comenta dizendo que nós somos sal na nossa vida e luz no nosso apostolado. Vamos olhar para essas duas características. 

Primeiro, o que quer dizer ser sal? 

O sal é aquilo que dá sabor às coisas. 

Pois bem, o cristão deve ser sábio. Você já parou para pensar no que quer dizer “ser sábio”? Sábio é aquele que sabe o que vale a pena ser amado; estulto é aquele que ama o que não vale a pena, ama bobagens. Ora, o cristão sabe saborear as coisas verdadeiras e, não somente isso: como o sal, ele dá sabor às coisas, ou seja, este mundo, sem Deus, sem o amor de Deus, é insosso. 

Mas você não deve ficar parado em si mesmo. Jesus diz: “Vós sois a luz do mundo, e uma cidade não pode ser escondida no topo da montanha”. É evidente e claro que o cristão que vive essa vida de sal da terra, com a sua vida, termina sendo testemunha, termina iluminando; mas essa iluminação não é somente com o testemunho prático, é também com o testemunho da Palavra de Deus, que tira as pessoas da ignorância. 

Por quê? Porque o nosso grande problema é a ignorância. É que somos tolos, somos estultos. Nós precisamos ajudar as pessoas a saírem da ignorância e da tolice de amar aquilo que é vil, aquilo que é fugaz, aquilo que é ridículo, que é efêmero. Que beleza quando nós conseguimos tirar as pessoas dessa tolice, a tolice de amar aquilo que não vai sobreviver, que vai passar! “Para que você fica investindo nisso?” Quando brilhamos a luz divina, as pessoas começam a enxergar aquilo que vale a pena. 

Ou seja: o cristão, sal da terra, é sábio; mas ele não tem de guardar essa sabedoria para si mesmo, ele tem de testemunhá-la, porque ninguém acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um alqueire. É necessário que ela brilhe e ilumine toda a sala, por isso, o bem se espalha por si mesmo. Se você for bom, se você for um homem ou uma mulher que vive uma vida cristã, você necessariamente começará a ser luminoso. O próprio Jesus diz: “Vós brilhareis diante desta geração má e perversa como astros luminosos”. 

Não se trata de vaidade. Trata-se simplesmente daquilo que é consequência evidente de quem vive a sabedoria de amar a Deus. 


Diác. Adnilson de Andrade 

Diácono permanente da Arquidiocese de Maringá 

Paróquia Jesus Bom Pastor, Paiçandu 


Reflexão do Evangelho publicada na Revista Maringá Missão Ed. 313. Fevereiro/2026