Reflexão: Liturgia do III Domingo da Quaresma, Ano A – 08/03/2026

06 de Março de 2026

"Reflexão: Liturgia do III Domingo da Quaresma, Ano A – 08/03/2026"

“É O ESPÍRITO SANTO QUEM RENOVA O CORAÇÃO HUMANO, FORTALECE PARA O AMOR E CONDUZ À COMUNHÃO COM DEUS” (Jo 4,5-42) 

No 3° Domingo da Quaresma, Jesus se encontra com a mulher samaritana. O Evangelho nos conduz à Samaria e é ali, junto ao “poço de Jacó”, que acontece esse encontro marcante, símbolo da humanidade sedenta de sentido e de plenitude. No gesto de sentar-Se junto ao poço, Jesus anuncia algo novo: Ele coloca-se no lugar onde as pessoas buscam saciar a própria sede para oferecer uma água diferente, a “água viva”, que não apenas refresca, mas transforma e conduz à vida eterna. 

Em Cristo, o poço adquire um novo significado: Ele mesmo se torna a fonte inesgotável na qual toda sede humana encontra resposta. Essa “água viva” representa o Espírito Santo, o grande dom de Jesus à humanidade. O próprio Senhor já havia ensinado que “quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3,5). 

Ao falar da água que jorra para a vida eterna, Jesus se referia ao Espírito que seria dado àqueles que cressem n’Ele (cf. Jo 7,37-39). 

É o Espírito Santo quem renova o coração humano, fortalece para o amor e conduz à comunhão com Deus. Por isso, o verdadeiro culto acontece no interior do coração que acolhe a presença viva de Deus e se abre à ação do Espírito. Adorar em “Espírito e Verdade” é deixar-se transformar por Cristo e viver segundo o amor que Ele oferece. 

A mulher samaritana, tocada por essa revelação, abandona o balde de água e corre para anunciar à cidade o encontro que mudou sua vida. Nela, reconhecemos o exemplo de todo discípulo que, ao experimentar o amor de Deus, torna-se missionário, levando aos outros a Boa Nova. 

Assim, a missão de Jesus se revela: comunicar o Espírito que dá vida e faz do ser humano uma nova criatura, capaz de amar sem limites. Ele é o “Salvador do mundo”, aquele que sacia a sede mais profunda do coração humano. 

Como a mulher samaritana, somos convidados a deixar para trás os “baldes” das antigas seguranças e a nos tornarmos testemunhas alegres e coerentes da água viva que jorra de Cristo, a única capaz de saciar nossa sede de felicidade e eternidade. 


Diác. Alexandre Hungaro Vansan

Diácono permanente da Arquidiocese de Maringá

Paróquia Jesus Bom Pastor, Paiçandu


Reflexão do Evangelho publicada na Revista Maringá Missão Ed. 314. Março/2026