“O MAIS IMPORTANTE É RECONHECER QUE DEUS NOS CHAMA A TODO INSTANTE E QUE DEVEMOS MANTER O CORAÇÃO ABERTO PARA ACOLHER ESSA MISSÃO” (Mt 20,1-16a)
O Evangelho deste domingo apresenta Deus, Criador de todas as coisas, que vem nos mostrar que, em um primeiro momento, a salvação foi anunciada ao povo judeu, mas, posteriormente, foi destinada a todos os povos. Isso fica evidente quando Paulo e Pedro discutem sobre a evangelização dos gentios. Nesse momento, compreendemos que Deus veio para toda a humanidade.
Deus nos chama a fazer parte do Seu povo e a viver o Seu Reino, que começa já nesta vida, experimentando a plenitude do Seu amor. Por isso, Ele está constantemente chamando trabalhadores para a Sua vinha.
Não importa a hora ou o momento em que somos chamados; o que importa é que o Seu amor é infinito e Ele concede a mesma recompensa a todos, independentemente do momento em que aceitaram trabalhar na vinha. Isso acontece não por mérito nosso, mas pela graça de Deus, que é concedida a todos, pois Ele é o Senhor da vinha.
Porém, ao entrarmos para esse trabalho, devemos refletir sobre alguns pontos. Todos nós somos chamados por Deus para servir em Sua vinha, especialmente após recebermos o Sacramento da Crisma, quando somos enviados para exercer nossa missão como sacerdotes, profetas e reis.
No entanto, ao sermos chamados, devemos cultivar profundamente a humildade, a misericórdia e a piedade, para não cairmos na tentação da soberba e agirmos como os trabalhadores da primeira hora, que não aceitaram que os demais recebessem o mesmo pagamento. Quando isso acontece, esquecemos que, como filhos de Deus, somos todos iguais diante d’Ele.
Não importa o momento nem as circunstâncias em que respondemos ao Seu chamado. O mais importante é reconhecer que Deus nos chama a todo instante e que devemos manter o coração aberto para acolher essa missão.
Deus nos chama por meio da liturgia, da oração, da adoração e de nossas práticas devocionais. Mas também nos envia a anunciar a Boa Nova a todas as pessoas, especialmente em nossa família, no trabalho e na comunidade.
Sabemos que o nosso verdadeiro salário é a santidade, alcançada por meio de cada serviço realizado com humildade, caridade e amor.
Diác. Paulo Fernandes Giacomassi
Diácono permanente da Arquidiocese de Maringá
Paróquia Cristo Ressuscitado, em Maringá
Reflexão do Evangelho publicada na Revista Maringá Missão Ed. 320. Setembro/2026




