Aos Presbíteros e Diáconos Permanentes que atuam em nossa Arquidiocese, diocesanos, religiosos, membros de Institutos de Vida Consagrada e de Sociedades de Vida Apostólica, paz e bem!
A identidade do ministro ordenado é dom de Deus e serviço ao povo. Por isso, ela exige coerência, desapego e uma liberdade interior que não se deixa prender por bandeiras partidárias. O Papa Leão XIV, em seu primeiro ano de pontificado, tem insistido na unidade da Igreja e na necessidade de os pastores serem construtores de comunhão. O ministro deve ser sinal de unidade, e não de divisão.
O Código de Direito Canônico é claro nesse ponto. Ele proíbe os clérigos de assumir cargos públicos que envolvam poder civil, de ter participação ativa em partidos políticos e de se envolver em atividades que não combinam com o estado clerical (cân. 285 e 287). Essas normas não são meras formalidades; elas protegem a missão do sacerdote e do diácono, chamados a servir a todos, sem distinção.
Diante disso, e ouvindo também a orientação dos Bispos do Regional Sul 2 e dos meus antecessores, venho por meio desta NOTA determinar que os ministros ordenados que exercem o ministério na Arquidiocese de Maringá, independentemente de sua condição canônica, estão proibidos de:
1. Filiar-se a qualquer partido político.
2. Lançar pré-candidatura, candidatar-se ou disputar qualquer cargo eletivo.
3. Participar ativamente de atividades político-partidárias ou ocupar cargos públicos que envolvam o exercício do poder civil.
4. Usar ou ceder espaços físicos (igrejas, salões, capelas, comunidades) ou meios de comunicação oficiais da paróquia para promover ou apoiar candidatos, partidos ou campanhas eleitorais.
Quem, por vontade própria, desrespeitar estas orientações estará sujeito às penalidades previstas no Direito Canônico. Dependendo da gravidade, poderá ser suspenso do exercício das Ordens Sagradas por decreto da autoridade competente.
O retorno ao ministério, depois de qualquer afastamento motivado por candidatura, mandato político ou conduta irregular, não acontece de forma automática. Será sempre avaliado pela autoridade eclesiástica competente, levando em conta o bem da Igreja e das almas.
Conto com a compreensão e o espírito de obediência de cada um. Nossa missão é evangelizar, e isso exige coração livre e mãos limpas para servir a Cristo e ao seu povo.
Em Cristo para servir,
Maringá, 10 de agosto de 2026.
Dom Frei Severino Clasen, OFM
Arcebispo Metropolitano de Maringá




