Representantes do Paraná participaram da 38ª Semana de Liturgia em Itaici (SP)

28 de Outubro de 2026

Representantes do Paraná participaram da 38ª Semana de Liturgia em Itaici (SP)

O Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard promoveu, de 19 a 23 de outubro de 2026, a 38ª Semana de Liturgia, no Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba (SP), e teve como tema central: “Ministérios instituídos: da Ministeria quaedam à Spiritus Domini: avanços, desafios e perspectivas”. O evento contou com participantes de todas as regiões do país. O Paraná foi representado por 16 pessoas, dentre elas, o assessor regional da Pastoral da Liturgia e Canto da CNBB Sul 2, padre Sérgio Augusto Rodrigues. 

A programação contou com conferências, oficinas, vivências, momentos de oração e celebrações, com destaque para os ministérios do leitor e do acólito, além das reflexões sobre os espaços celebrativos, as vestes ministeriais e a música litúrgica. 

A proposta da Semana partiu do reconhecimento de que a reflexão sobre os ministérios litúrgicos constitui, hoje, uma exigência teológica, pastoral, formativa e celebrativa para a vida da Igreja. O encontro buscou aprofundar a compreensão da ministerialidade litúrgica à luz do caminho sinodal da Igreja e da renovação promovida pelo Concílio Vaticano II.

O percurso formativo contemplou a fundamentação teológica dos ministérios, com destaque para a teologia batismal e para a compreensão da Igreja como povo sacerdotal, ministerial e sinodal. Embora a reflexão tenha como referência privilegiada os ministérios instituídos do leitorado e do acolitado, especialmente a partir do motu proprio Ministeria quaedam, de Papa Paulo VI, e do motu proprio Spiritus Domini, do Papa Francisco, a proposta não ficou restrita a esses ministérios. 

A Semana de Liturgia situou os ministérios instituídos dentro de uma compreensão mais ampla da ministerialidade litúrgica, considerando também os diversos serviços e funções exercidos nas celebrações, que colaboram para que a assembleia participe de modo pleno, consciente, ativo e frutuoso da ação litúrgica. 

Além da reflexão sobre os ministérios, o encontro abordou também a linguagem não verbal da liturgia, elemento fundamental para a qualidade simbólica da celebração. Entre os temas trabalhados estiveram a vestição ministerial, o lugar dos ministérios no espaço celebrativo, a linguagem corporal, a preparação do altar, a proclamação da Palavra, a movimentação ritual e a relação entre ministério, corpo e assembleia. 


Participantes do Paraná avaliam o encontro

Padre Sergio Rodrigues, do clero da diocese de Toledo (PR), destacou a importância do encontro para o aprofundamento dos conhecimentos e a partilha de experiências entre participantes de diferentes regiões do Brasil. “São pessoas que vêm de todos os lugares do Brasil, pelas partilhas, a convivência é importante para nós podermos ter esse contato com as várias realidades que a liturgia apresenta pelo Brasil afora”, afirmou. 

Sobre o tema dos ministérios leigos, o sacerdote ressaltou a importância de valorizar e preparar os fiéis que exercem diferentes serviços nas comunidades. “A presença do leigo é muito importante. A Igreja sempre está aberta e acolhendo e proporcionando espaço para que o leigo possa exercer o seu ministério e o ministério do leigo tem que ser exercido com qualidade: qualificar o leigo para esse trabalho”, destacou. 

Padre Sergio também chamou a atenção para a necessidade de investir na formação dos agentes que atuam na liturgia. “Muitas vezes percebemos nas comunidades, pessoas que fazem um trabalho bonito, mas que muitas vezes não têm assim um reconhecimento e não têm também uma formação adequada. Então esse é um grande desafio que precisamos enfrentar em nossas comunidades e preparar melhor nossos leigos para que estejam habilitados para exercer o seu ministério”, afirmou. 

Da diocese de Ponta Grossa (PR), padre Álvaro Luiz Nortok, destacou a reflexão sobre os ministérios do leitor e do acólito. “O leitor é chamado a proclamar a Palavra, a ser o homem e mulher da Palavra de Deus nas comunidades de fé. O acólito é aquele que serve, serve o altar e serve também pela caridade”, explicou. 

O sacerdote ressaltou que esses ministérios são vividos como uma vocação batismal, nascida na comunidade de fé e voltada ao serviço. “Esse chamado ministerial do leitor e acólito é vivido como uma vocação, uma vocação batismal nascida na comunidade de fé e ela tem como objetivo o serviço dentro das paróquias, dentro das dioceses, dentro da comunidade de fé onde esse chamado acontece”, afirmou. 

Ao avaliar a experiência vivida durante a Semana de Liturgia, José Fernandes Correia, da arquidiocese de Maringá, destacou a importância da formação, da espiritualidade e do aprofundamento da fé para fortalecer a atuação pastoral nas comunidades. 

“Foram dias de reflexão, estudo, vivências de muita espiritualidade durante as celebrações, que sempre foram muito orantes. Dias de verdadeiro aprofundamento na fé da Igreja. Voltamos para nossas comunidades reabastecidos com conhecimento e fé, a fim de aprofundarmos nossos trabalhos pastorais”, disse José. 


Com informações da Pastoral da Liturgia e Canto do Paraná

CNBB Regional Sul 2